Como se Locomover em Salvador aplicativos, metrô, barcos e ladeiras
Como se locomover em Salvador: quando usar Uber ou 99, o que o metrô resolve (incluindo o aeroporto), quando o ônibus vale a pena, os elevadores, os barcos da baía — e por que você não precisa alugar carro.
O essencial em 30 segundos
Como se locomover em Salvador é mais fácil do que as ladeiras sugerem. Para a maioria dos visitantes a resposta é simples: use aplicativo de transporte — Uber e 99 funcionam bem aqui e são baratos para quem ganha em euro ou dólar. O metrô tem duas linhas e chega ao aeroporto, o que faz dele a forma mais inteligente de sair do avião. Os ônibus vão a todo canto, mas são lentos e difíceis de decifrar sem português. O centro histórico é caminhável, e os dois elevadores — o Lacerda e o Plano Inclinado Gonçalves — resolvem o desnível entre cidade alta e baixa. Ferries e lanchas cruzam a baía por poucos reais. Você não vai precisar alugar carro.
Aplicativos: a resposta padrão
Se você levar uma só coisa deste guia, leve esta: Uber e 99 são como a maioria dos visitantes circula em Salvador, e são realmente baratos. Trajetos curtos dentro da Cidade Alta ou do centro histórico até a Barra costumam sair por poucos reais; uma corrida mais longa até o Rio Vermelho ou Itapuã ainda não vai parecer cara para quem paga em moeda forte. A 99 é a concorrente brasileira e muitas vezes fica um pouco abaixo da Uber; vale ter os dois instalados e comparar antes de chamar. Ambos aceitam cartão estrangeiro dentro do app, o que elimina qualquer discussão sobre o preço e a necessidade de andar com dinheiro.
Duas observações práticas. Primeira: nas ruas estreitas do Pelourinho o motorista muitas vezes não consegue chegar ao pino exato — caminhe até uma esquina mais larga ou um largo com nome e marque o embarque ali. Segunda: à noite, aplicativo é simplesmente a escolha certa; esta não é uma cidade para voltar a pé por ruas vazias depois do jantar, e um carro até a porta custa menos que uma cerveja. Nosso guia de segurança em Salvador entra nesse detalhe.
O metrô — rápido, limpo, e vai ao aeroporto
O metrô de Salvador é moderno, climatizado e muito bom naquilo que faz. São duas linhas e mais de 20 estações ao longo de cerca de 38 km:
- Linha 1 (azul) — da Lapa, no centro, até Águas Claras e Pirajá, com conexão à rede de ônibus.
- Linha 2 (vermelha) — do Acesso Norte pela Avenida Paralela até Mussurunga e Aeroporto, com um traslado curto e gratuito entre a estação e o terminal.
Os trens circulam de cerca de 05h à meia-noite e a passagem custa poucos reais. O problema para o turista é a cobertura: o metrô foi feito para quem trabalha, não para quem passeia, então não atende Pelourinho, Barra nem Rio Vermelho diretamente. Na prática você vai usá-lo para exatamente duas coisas — o trajeto do aeroporto e chegar ao terminal da Lapa — e pegar carro para o resto. E a conexão com o aeroporto é a boa: saindo do avião, é comprovadamente mais rápida e mais barata que táxi no trânsito. Nosso guia do aeroporto de Salvador cobre a chegada inteira.
Ônibus: abrangentes, baratos e trabalhosos
A rede de ônibus de Salvador chega a todo canto da cidade e custa cerca de seis reais por viagem, com corredores de BRT e o Salvador Card permitindo integração entre ônibus, BRT e metrô numa tarifa só. O soteropolitano vive nela. O visitante, em geral, não precisa: as linhas são anunciadas por destino em português no para-brisa, e não por número num sistema legível, os ônibus são cheios, e o aplicativo custa tão pouco que a economia raramente compensa a confusão. A exceção honrosa é a orla: os ônibus que acompanham a costa da Barra até Ondina, Rio Vermelho, Amaralina e Pituba são fáceis de seguir, porque o mar fica sempre à direita e você desce quando a vista agrada. Use um app de mapas com transporte público em tempo real e dá certo.
Elevadores e plano inclinado — o transporte vertical de Salvador
A Cidade Alta fica cerca de 70 metros acima da Cidade Baixa, e a cidade resolveu isso há muito tempo. O Elevador Lacerda, aberto em 1873 e reconstruído em art déco nos anos 1930, desce quatro cabines entre a Praça Municipal e o Comércio em cerca de trinta segundos por uma tarifa simbólica. É a coisa mais fotografada da cidade e, ao mesmo tempo, uma ligação de trabalho perfeitamente comum. A algumas centenas de metros, o Plano Inclinado Gonçalves é um pequeno funicular que faz o mesmo serviço sobre trilhos até o Mercado Modelo. Os dois funcionam todos os dias; os dois custam menos que um café. Juntos, são como se vai do centro histórico até os barcos.
Barcos: ferry, lanchas e escunas
A Baía de Todos os Santos não é paisagem — é infraestrutura. A partir dos terminais abaixo da Cidade Alta:
- O ferry de carros e passageiros sai do terminal de São Joaquim, no Comércio, para Bom Despacho, em Itaparica, em cerca de uma hora, por bem menos de dez reais a pé.
- As lanchas saem do Terminal Náutico, ao lado do Mercado Modelo, para Mar Grande em uns 40 minutos, por preço parecido. Essa é a travessia agradável.
- As escunas de um dia dão a volta pela Ilha dos Frades e Itaparica com paradas para banho, vendidas como passeio e não como transporte.
- Os catamarãs para Morro de São Paulo partem do Terminal Náutico e levam cerca de duas horas e meia. A travessia pode ser agitada; leve algo para enjoo se você for sensível.
Nosso guia de bate-voltas tem o quadro completo de qual barco vai aonde.
A pé — e onde isso deixa de fazer sentido
O núcleo histórico é melhor a pé, e esse é todo o argumento para se hospedar nele. O Pelourinho, o Terreiro de Jesus, a Praça da Sé, o Elevador Lacerda, o Mercado Modelo e uma dezena de igrejas e museus cabem num retângulo caminhável de talvez quinze minutos de ponta a ponta. A Barra é caminhável dentro de si — o farol, as duas praias e o calçadão. O Rio Vermelho é caminhável dentro de si. O que não funciona é caminhar entre esses bairros: os trechos de ligação são longos, quentes, íngremes e, em alguns pontos, não são lugar para se estar depois do escuro. Caminhe dentro do bairro; pegue carro entre bairros. Use sapato de verdade, não chinelo — a pedra é irregular e está polida de tanto uso.
Dinheiro, aplicativos e os detalhes
Algumas praticidades que deixam tudo mais leve. Cadastre um cartão na Uber e na 99 antes de pousar, para nunca negociar preço. Baixe mapas offline — o sinal falha na cidade baixa e dentro dos mercados. Ande com algum dinheiro em notas pequenas para o elevador, os barcos e o tabuleiro de acarajé, porque parte deles ainda não aceita cartão. Se pretende usar ônibus de verdade, compre um Salvador Card pela tarifa integrada. E aprenda quatro palavras de português para o motorista — por favor, obrigado, aqui e pode parar levam você longe; nosso guia de frases em português traz o resto.
No conjunto, transporte em Salvador se resume a uma regra simples: caminhe dentro do bairro em que você está e pegue um carro barato entre bairros. E essa regra fica muito mais fácil de seguir quando o bairro em que você está é justamente aquele que você veio ver. Nossas quatro suítes boutique ficam na Cidade Alta, a poucos minutos a pé do Pelourinho, do Elevador Lacerda e dos barcos.
サルバドールを、 写真で
このガイドに登場する街区、レストラン、ビーチの写真、各撮影者のクレジット付き。
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