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ガイド 20 / 23 · Salvador · 8 min · 1.490 palavras

O Que Fazer em Salvador as oito que valem mesmo o seu tempo

O que fazer em Salvador: Pelourinho, Elevador Lacerda, Bonfim, Porto da Barra, acarajé, capoeira e a Baía de Todos os Santos — com o que está aberto em 2026 e quanto tempo dar a cada coisa.

Via Avantgardeより

O essencial em 30 segundos

As melhores coisas o que fazer em Salvador não são exatamente uma lista de monumentos — são alguns lugares onde a cidade é mais ela mesma. Caminhe pelo Pelourinho, o centro histórico tombado pela UNESCO. Desça no Elevador Lacerda até a baía. Amarre uma fita na Igreja do Bonfim. Veja o sol cair na água no Porto da Barra. Coma acarajé no tabuleiro de uma baiana e uma moqueca à beira-mar. Assista a uma roda de capoeira e, numa terça à noite, aos tambores da Bênção. Depois caia na Baía de Todos os Santos de escuna. Três dias dão conta do essencial; uma semana permite fazer tudo devagar, que é a velocidade certa para esta cidade.

1. Caminhe pelo Pelourinho — e dê a ele mais de uma hora

Quase toda lista do que fazer em Salvador começa aqui, e com razão. O Pelourinho é o coração histórico da Cidade Alta: ladeiras de pedra, sobrados em tons pastel, igrejas barrocas e uma trilha sonora de tambores que parece vir de três direções ao mesmo tempo. Foi a primeira capital do Brasil, de 1549 a 1763, e virou Patrimônio Mundial da UNESCO em 1985. A maioria dos visitantes trata o bairro como parada para foto e vai embora em quarenta minutos. Dê a ele meio dia: o Terreiro de Jesus e suas igrejas, a Igreja do Rosário dos Pretos erguida por africanos escravizados para o próprio culto, o casarão azul da Fundação Casa de Jorge Amado e o Largo do Pelourinho em declive, onde as bandas de samba-reggae ensaiam. Nosso guia do Pelourinho mapeia o bairro inteiro, rua por rua.

Bom saber — A célebre Igreja e Convento de São Francisco, toda dourada, está fechada desde o início de 2025 após o desabamento de parte do forro, e os prazos atuais de restauro apontam reabertura por volta de 2029. A vizinha Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, com a fachada esculpida em arenito, em geral segue aberta — confirme no dia. Qualquer guia que ainda mande você entrar na igreja de ouro está desatualizado.

2. Suba e desça no Elevador Lacerda

Salvador é construída em dois níveis, e o Elevador Lacerda é o que os liga desde 1873. Quatro cabines descem 72 metros da Praça Municipal, na Cidade Alta, até o Comércio e o porto, em cerca de trinta segundos, por trocados. É infraestrutura de verdade, não passeio turístico — milhares de pessoas o usam todo dia para trabalhar — e a vista da plataforma de cima para a Baía de Todos os Santos é a melhor coisa gratuita da cidade. Vá no fim da tarde, quando a luz fica dourada sobre a água. Ali perto, o menor Plano Inclinado Gonçalves faz o mesmo trajeto sobre trilhos.

3. Amarre uma fita na Igreja do Bonfim

A Basílica do Senhor do Bonfim, no seu próprio morro na Península Itapagipe, é a igreja mais querida da Bahia e o lugar mais claro para ver como as tradições católica e do candomblé cresceram uma dentro da outra por aqui. Do lado de fora, vendedores oferecem as fitas coloridas com o nome da igreja impresso. O costume é amarrar uma no pulso com três nós, um pedido por nó, e deixar cair sozinha; se cortar antes, os pedidos não valem. Dentro, a Sala dos Milagres é forrada de fotografias, muletas e membros de cera deixados por quem teve a prece atendida. É comovente, e em dez minutos ensina mais sobre Salvador do que uma tarde inteira de museu. Nosso guia de história afro-brasileira explica o sincretismo por trás disso.

4. Passe um pôr do sol no Porto da Barra

O Porto da Barra é uma pequena enseada protegida, voltada para a baía, entre dois fortes, e já foi apontada como uma das melhores praias urbanas do mundo por bons motivos: a água é morna, calma e clara, e como a praia olha para o oeste, o sol se põe direto no mar à sua frente. A plateia bate palmas quando ele some. Caminhe quinze minutos contornando a ponta até o Farol da Barra, no Forte de Santo Antônio, que abriga o pequeno Museu Náutico da Bahia e marca exatamente onde o Atlântico encontra a Baía de Todos os Santos. Para as praias atlânticas mais bravas, rumo a Itapuã e Stella Maris, veja nosso guia de praias de Salvador.

5. Coma a cozinha baiana de ponta a ponta

Comida não é detalhe em Salvador — é um dos principais motivos para vir. Percorra esta lista mais ou menos nesta ordem:

  • Acarajé — o bolinho de feijão-fradinho frito no dendê e aberto ao meio com vatapá, caruru e camarão seco, comprado quentinho com uma baiana de branco no tabuleiro.
  • Moqueca — o ensopado dourado de frutos do mar com dendê, leite de coco e coentro, servido borbulhando na panela de barro e feito para dividir.
  • Feira de São Joaquim — o mercado enorme, caótico e nada turístico onde a cidade de fato faz compras. Vá de manhã.
  • Mercado Modelo — a bela alfândega antiga na beira-mar, hoje barracas de artesanato em cima e dois terraços de restaurante com vista para a baía.
  • Cocada e água de coco — doce de coco do tabuleiro e água de coco gelada na casca, que é como se sobrevive a uma tarde aqui.

O cardápio completo, com o que é cada prato e como pedir menos pimenta, está no nosso guia da comida baiana.

6. Ouça os tambores — terças à noite e ensaios do Olodum

A música de Salvador não é algo que se agenda; ela encontra você. Ainda assim, dois compromissos valem o planejamento. A Terça da Bênção transforma o Pelourinho numa festa gratuita ao ar livre toda terça à noite, depois da missa na Igreja do Rosário dos Pretos, com bandas tocando em vários largos ao mesmo tempo. E os blocos de percussão, Olodum entre eles, fazem ensaios abertos no centro histórico nas semanas que antecedem o Carnaval — o mais perto que você chega de uma multidão de Carnaval sem a multidão. Nosso guia de música e vida noturna traz os dias e bairros atuais, incluindo o Rio Vermelho, para onde a cidade vai beber.

7. Assista a uma roda de capoeira

A capoeira — a arte afro-brasileira que esconde uma luta dentro de uma dança — nasceu na Bahia, e Salvador é o melhor lugar do planeta para vê-la bem feita. Você vai esbarrar em rodas informais no Terreiro de Jesus e perto do Mercado Modelo, e academias sérias em volta do Forte de Santo Antônio Além do Carmo mantêm aulas e rodas que visitantes podem assistir ou integrar. Uma primeira aula é muito mais divertida do que parece e não exige preparo nem experiência. Onde achar a coisa de verdade — e a etiqueta das rodas de rua — está no nosso guia de capoeira, e podemos organizar uma sessão privada para iniciantes na nossa aula de capoeira.

Bom saber — Quase tudo desta lista é de graça ou custa alguns reais. Salvador recompensa mais quem perambula do que quem compra ingresso: as igrejas, o elevador, as praias, os mercados e a música de rua somados custam menos que uma única atração no Rio.

8. Caia na Baía de Todos os Santos

A Baía de Todos os Santos é a maior baía do Brasil, e ver Salvador da água reenquadra a cidade inteira. Escunas de um dia cruzam até a Ilha dos Frades e Itaparica, com paradas para banho; o ferry e as lanchas dos terminais abaixo do Elevador Lacerda fazem o mesmo caminho por poucos reais, se você preferir improvisar. Mais longe, Morro de São Paulo fica a duas horas e meia de catamarã, numa ilha sem carros, e as cachoeiras e montanhas de topo plano da Chapada Diamantina ficam a um ônibus noturno de distância. Nosso guia de bate-voltas e o guia da Chapada Diamantina cobrem a logística.

Encaixando tudo nos dias que você tem

Com dois dias, faça o Pelourinho, o Elevador Lacerda, o Bonfim e um pôr do sol no Porto da Barra. Com três ou quatro, acrescente um dia de escuna na baía, a Feira de São Joaquim e uma noite no Rio Vermelho. Com uma semana, acrescente Morro de São Paulo ou a Chapada Diamantina e deixe tardes inteiras sem plano — que é, honestamente, quando Salvador fica melhor. Nosso roteiro de Salvador detalha cada versão dia a dia, e o guia de como se locomover em Salvador explica como circular entre elas.

Uma última coisa que vale dizer: a lista acima é quase inteiramente caminhável se você ficar na Cidade Alta. Esse é o argumento silencioso para se hospedar no centro histórico em vez de perto das praias — você sai pela porta e já está lá. Dê uma olhada nas nossas suítes boutique, todas a poucos minutos a pé do Pelourinho.

街を、そばに

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