Réveillon e Festa de Iemanjá as duas noites de branco do verão
Réveillon e Festa de Iemanjá em Salvador: o Ano-Novo de branco, o Festival Virada gratuito e a entrega de flores ao mar no Rio Vermelho em 2 de fevereiro.
O essencial em 30 segundos
Duas noites de branco emolduram o auge do verão baiano: o Réveillon em Salvador e, cinco semanas depois, a Festa de Iemanjá no Rio Vermelho. No dia 31 a cidade se veste de branco da cabeça aos pés, pula sete ondas com sete pedidos e joga flores ao mar para a orixá das águas, enquanto o Festival Virada Salvador, gratuito, emenda cinco noites de shows na orla da Boca do Rio. No dia 2 de fevereiro os pescadores do Rio Vermelho levam um barco de flores e perfume para além da arrebentação, como fazem desde 1923, e o bairro vira uma festa de rua que dura o dia inteiro. As duas datas são de alta temporada e calor forte, e as duas empurram o preço das diárias para cima — reserve cedo. Veja como cada uma funciona de verdade, e como participar sem atrapalhar.
O jeito soteropolitano de virar o ano
O réveillon aqui é ritual de praia antes de ser festa. Quando a meia-noite se aproxima, você desce até a água vestido de branco — a cor de Oxalá, o orixá da paz, e a razão de boa parte do Brasil usar branco no dia 31. Na beira do mar você pula sete ondinhas e faz um pedido em cada uma; os sete vêm das Sete Linhas da Umbanda, e o costume, como tanta coisa nesta cidade, nasce das religiões de matriz africana. Muita gente leva flores brancas, ou um pente, um espelho, um vidro de perfume, e coloca tudo sobre a água como presente para Iemanjá, a rainha do mar. Se a oferenda vai embora, ela aceitou; se volta para a areia, sempre há o ano que vem. Nosso guia de história afro-brasileira destrincha os orixás por trás de tudo isso.
Festival Virada Salvador: a festa oficial
O réveillon da própria cidade, o Festival Virada Salvador, é gratuito e gigantesco — o maior réveillon público do Brasil, segundo a prefeitura. A edição de 2025–26 emendou cinco noites seguidas, de 27 a 31 de dezembro, na Arena O Canto da Cidade, montada na orla da Boca do Rio, com mais de sessenta atrações somando mais de cem horas de música, além de roda-gigante e uma praça de alimentação atrás das arquibancadas. O axé e o pagode baianos sustentam a grade: só a última noite reuniu Ivete Sangalo, Timbalada, Xanddy Harmonia, Jorge e Mateus, Manu Bahtidão e Mari Fernandez num palco só, e há anos é Ivete quem comanda a contagem regressiva. Cerca de um milhão de pessoas se espalham pela orla entre a Boca do Rio e Pituaçu na virada. O site oficial de turismo de Salvador publica a ordem completa dos shows a cada ano.
Fogos sobre a baía e um passeio na orla
À meia-noite os fogos sobem de mais de vinte pontos do litoral ao mesmo tempo, então você não precisa estar na arena principal para ver o espetáculo. O da Boca do Rio é o maior — cerca de seis toneladas de fogos em uns dez minutos — mas Barra, Ondina e Rio Vermelho têm cada um o seu. Muita família dispensa a multidão e simplesmente caminha pela orla, a orla marítima, de branco e com uma bebida na mão, olhando o céu de onde estiver. Voltar para casa é o problema: o trânsito engarrafa e os aplicativos disparam o preço, então tenha paciência ou já conte em caminhar um trecho. Nosso guia de como se locomover em Salvador explica como a cidade anda na virada.
Onde ficar no dia 31 — e por que reservar já
Você tem duas escolhas amplas. Fique na Boca do Rio e estará dentro do evento principal. Fique na Cidade Alta, o centro histórico, e troca o megapalco pela versão mais antiga e tranquila da noite — a multidão de branco na Praça Municipal, a baía iluminada lá embaixo ao lado do Elevador Lacerda e uma caminhada curta até a cama no fim. De um jeito ou de outro, não deixe a hospedagem para a última hora. O Réveillon é a semana mais cara do calendário de Salvador; as diárias sobem e os bons lugares esgotam meses antes. Nosso guia da melhor época para visitar mostra como as estações e os preços se mexem.
Cinco semanas depois: a Festa de Iemanjá
A segunda festa de branco da temporada é mais quieta de espírito, e para muitos moradores é a que mais importa. Todo 2 de fevereiro, o Rio Vermelho entrega o dia inteiro à Festa de Iemanjá — a maior manifestação pública de devoção a um orixá no Brasil e patrimônio cultural registrado de Salvador. Em 2026 ela chegou aos 104 anos. Começou pequena, em 1923: uma temporada de pesca fraca levou os pescadores do Rio Vermelho a deixar um presente para a Mãe d'Água pedindo redes mais cheias, e a oferenda sai todos os anos desde então. O programa oficial de Iemanjá lista os eventos do dia.
Como funciona a entrega do presente
O coração do dia é o presente, a oferenda principal a Iemanjá. Antes do amanhecer ele sai do galpão da Colônia de Pescadores Z-1 e é levado ao santuário — a Casa de Iemanjá, ao lado da Praia de Santana — ao som de fogos. Manhã e tarde inteiras, uma fila longa e paciente entra para somar as próprias flores, cartas e perfumes aos grandes balaios. Então, no fim da tarde, os pescadores embarcam os balaios e os levam para o mar aberto. Em volta, os dois largos do bairro — o Largo de Santana e o Largo da Dinha — enchem; o conhecido tabuleiro de acarajé da Dinha, no Largo de Santana, abre no fim do dia, e a festa avança noite adentro. Nosso guia do Rio Vermelho mapeia o bairro no resto do ano.
Como participar com respeito
Isto é oferenda religiosa antes de ser festa de rua, e a ordem importa. Poucas coisas simples deixam você do lado certo:
- Vista branco, se puder. Aqui é bem-vindo, não apropriação — você estará em boa companhia.
- Leve as suas próprias flores para dar e nunca tire flores dos balaios ou do santuário. Aquilo é oferenda, não enfeite.
- Reserve a manhã para o ritual e a fila, e fique para a música à tarde e à noite. As duas metades são o dia.
- Não fotografe quem está em transe ou no meio da cerimônia sem pedir. Se alguém estiver rezando, dê espaço.
Para o contexto mais fundo — o que é o candomblé e como se portar perto de um terreiro — leia nosso guia candomblé para visitantes antes de ir.
Duas festas, um mesmo fio
Lado a lado, o Réveillon e a Festa de Iemanjá são o mesmo gesto com cinco semanas de intervalo: uma cidade de branco descendo até o mar para agradecer e pedir. Veja as duas e você entenderá Salvador melhor do que uma prateleira de museus ensinaria. Elas estão dentro de um calendário de verão cheio que segue até o Carnaval — nosso calendário de festas da Bahia traz toda a sequência de datas.
Um último motivo prático para se hospedar na Cidade Alta em qualquer uma das noites: você fica a uma caminhada curta do mar e das praças históricas, e volta para uma rua tranquila em vez de uma avenida de praia se esvaziando às três da manhã. Nossas suítes boutique ficam a poucos passos do centro antigo — bem posicionadas para os fogos de dezembro, a oferenda de fevereiro e o longo verão baiano no meio.
サルバドールを、 写真で
このガイドに登場する街区、レストラン、ビーチの写真、各撮影者のクレジット付き。
さあ、 サルバドール を発見しますか?
ペロウリーニョにあるVia Avantgardeの4スイートから1つをご予約ください — 滞在中のおすすめが付いた完全ガイドをお届けします。