Calendário de Festas da Bahia As festas de Salvador pelo ano
Um calendário de festas da Bahia, mês a mês: Carnaval, Iemanjá, Lavagem do Bonfim, São João, Dois de Julho e Réveillon, com datas de 2026.
O essencial em 30 segundos
Programe a viagem pelo calendário de festas da Bahia e Salvador oferece uma festa para quase todo mês. O ano abre com a Lavagem do Bonfim, em janeiro, e a Festa de Iemanjá, no dia 2 de fevereiro, chega ao auge no Carnaval (12 a 17 de fevereiro em 2026) e segue com o São João, em junho, o Dois de Julho, a independência da própria Bahia, e um Réveillon todo de branco nas praias na virada do ano. A maioria das grandes festas de Salvador é gratuita e acontece na rua. As duas para as quais você realmente precisa reservar com muita antecedência são o Carnaval e o Réveillon.
O calendário de festas da Bahia num relance
Poucas cidades concentram tanto ao longo do ano quanto Salvador. Suas festas nasceram do encontro dos dias santos católicos com a fé e o ritmo africanos, e o resultado é um calendário em que uma procissão solene e uma festa de rua com paredão dividem, muitas vezes, a mesma tarde. Aqui está o desenho do ano, para você escolher o seu momento:
- 6 de janeiro — Festa de Reis (Dia de Reis), o início tradicional da temporada.
- Meados de janeiro — Lavagem do Bonfim, a lavagem das escadarias da igreja (15 de janeiro em 2026).
- 2 de fevereiro — Festa de Iemanjá, oferendas à rainha do mar no Rio Vermelho.
- Fevereiro/março — Carnaval, seis dias de trios elétricos e blocos (12 a 17 de fevereiro em 2026).
- 13 de maio — Bembé do Mercado, em Santo Amaro, celebrando a abolição.
- Junho — São João e as Festas Juninas, forró e fogueiras, com pico em 23 e 24 de junho.
- 2 de julho — Dois de Julho, a procissão da independência da Bahia.
- 31 de dezembro — Réveillon, fogos e roupa branca na praia.
Janeiro: Festa de Reis e a Lavagem do Bonfim
O ano baiano começa de branco. A Festa de Reis, em 6 de janeiro (Dia de Reis), encerra o período natalino com ternos e grupos de música percorrendo o centro antigo. O ponto alto do mês vem cerca de uma semana depois: a Lavagem do Bonfim, realizada numa quinta-feira de meados de janeiro — 15 de janeiro em 2026. A procissão percorre os cerca de oito quilômetros que vão da Igreja da Conceição da Praia, na cidade baixa, até a Igreja do Senhor do Bonfim, onde as baianas de branco lavam as escadarias com água de cheiro num rito que mistura, com naturalidade, a devoção católica e o candomblé. É mais alegre do que solene, cheia de flores, tambores e carrinhos de cerveja, mas é um evento religioso no fundo, então vá com respeito e com uma câmera que você não se importe de ver molhada.
Fevereiro: Festa de Iemanjá, a rainha do mar
No dia 2 de fevereiro, o antigo bairro de pescadores do Rio Vermelho se entrega à Festa de Iemanjá, a homenagem ao orixá do mar na tradição de raiz iorubá do candomblé. Desde antes do amanhecer, pessoas vestidas de branco e azul fazem fila para deixar oferendas — flores, perfumes, cartas, pequenos espelhos — que são reunidas em barcos enfeitados e levadas para além da arrebentação como presentes à rainha do mar. O que começa como uma manhã devocional vira, à tarde, uma das festas de rua mais calorosas do ano, com música saindo de cada bar. É comovente de ver e uma introdução natural ao Carnaval, em geral a apenas uma ou duas semanas dali. Para a história mais funda, nosso guia sobre a herança afro-brasileira de Salvador é uma boa companhia.
Carnaval: a maior de todas as festas de Salvador
O Carnaval de Salvador é uma das maiores festas de rua do mundo, e não tem nada a ver com o desfile sentado, de arquibancada, do Rio. Aqui o espetáculo anda. Os trios elétricos — enormes caminhões-paredão — atravessam a multidão puxando um rio de gente que dança, por dois circuitos principais: Barra-Ondina, junto ao mar, e Campo Grande, o circuito Osmar, na cidade alta, com um terceiro palco, mais tradicional, no Pelourinho. É aqui que você encontra os afoxés, como os Filhos de Gandhy, e os blocos afro, como Olodum e Ilê Aiyê, cujo tambor é a alma de tudo. Prepare-se antes com nosso guia de música e vida noturna de Salvador ou com a história do Carnaval baiano.
O que você precisa entender antes de ir é como participar. O jeito gratuito é a pipoca — o público solto que dança na rua em volta dos trios sem pagar nada. Os jeitos pagos são o abadá, a camiseta que dá acesso a um trecho de bloco isolado por cordas, que anda com um trio específico, e o camarote, uma arquibancada privada com bar e vista. Nenhum é melhor que o outro: a pipoca é a mais crua e barata, o camarote o mais tranquilo. Em 2026, os dias principais vão de quinta, 12, a terça, 17 de fevereiro (a Quarta-feira de Cinzas cai em 18 de fevereiro); em 2027, o Carnaval se antecipa, para cerca de 4 a 9 de fevereiro, com a terça-feira de Carnaval no dia 9.
Maio: Bembé do Mercado, em Santo Amaro
Longe do litoral, na cidade recôncava de Santo Amaro, o Bembé do Mercado toma as ruas por volta de 13 de maio. Realizado desde 1889 para marcar a abolição da escravatura, é uma das grandes celebrações afro-brasileiras do país: dias de candomblé, samba de roda, capoeira e tambor em espaço público aberto, encerrados com oferendas a Iemanjá à beira d'água. Fica a menos de duas horas de Salvador, interior adentro, e recompensa quem quer ver as raízes da Bahia honradas onde elas correm mais fundo, bem longe do roteiro turístico de sempre.
Junho: São João e as Festas Juninas
Pergunte a um baiano de qual festa ele mais gosta e muitos dirão São João, não Carnaval. Ao longo de junho, as Festas Juninas tomam conta do estado — forró e sanfona, quadrilha, fogueiras e comida à base de milho — com pico na noite de 23 para 24 de junho, a véspera de São João. Salvador tem seus próprios eventos, mas a festa arde mais forte no interior: Cachoeira, no Recôncavo, e Amargosa, cuja celebração de 2026 vai de 19 a 24 de junho, estão entre as mais queridas. Cai na metade mais fresca e chuvosa do ano, o que deixa os preços mais amigáveis do que no verão — uma boa hora para juntar uma estada na cidade com uma noite no campo.
Julho: Dois de Julho, a independência da própria Bahia
O Brasil comemora sua independência em setembro, mas a Bahia guarda uma data só sua. O Dois de Julho celebra o dia, em 1823, em que as forças baianas finalmente expulsaram as últimas tropas portuguesas, e é a festa cívica mais sentida do estado. Uma grande procissão leva as imagens do Caboclo e da Cabocla — símbolos dos combatentes indígenas e mestiços que venceram aquela guerra — do Largo da Lapinha, pelo centro histórico, até o Campo Grande, com bandas, estudantes e grupos de bairro atrás. É orgulhosa, popular e profundamente baiana, e fascinante de acompanhar se você estiver na cidade no início de julho.
Dezembro: Réveillon e o Festival da Virada
O Réveillon, a noite de Ano-Novo, manda Salvador para a praia vestida de branco, para dar sorte. A multidão se reúne pela Barra e pela orla para ver os fogos sobre a água, muita gente parando para lançar flores a Iemanjá na virada do ano. A cidade também realiza o Festival da Virada, várias noites de shows gratuitos em torno do dia 31. Como o Carnaval, é enorme e esgota cedo, então trate o Ano-Novo em Salvador como um plano para fazer com meses de antecedência, não semanas.
Seja qual for o motivo da sua vinda, ficar no coração do centro antigo coloca boa parte disso a pé — as fitas do Bonfim nas ladeiras, os tambores do Pelourinho ao anoitecer, as multidões de Iemanjá e do Carnaval a uma curta descida morro abaixo. Quando suas datas se encaixarem no calendário, nossas suítes na histórica Cidade Alta deixam você onde o ano de fato acontece.
Salvador, in Bildern
Fotografien vom Viertel, vom Restaurant und vom Strand, die in diesem Reiseführer vorkommen, mit Quellenangabe zu jedem Fotografen.
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