Guia do Bairro de Itapuã a praia que virou canção
Guia do bairro de Itapuã em Salvador: a praia dos coqueiros, o farol, a Lagoa do Abaeté, o acarajé e os poetas que a cantaram — Vinícius, Toquinho e Caymmi.
O essencial em 30 segundos
Este guia de Itapuã cobre a antiga vila de pescadores que virou bairro boêmio à beira-mar, na costa atlântica mais distante de Salvador — aquela que o país inteiro conhece de música. Aqui vai a praia orlada de coqueiros com seus recifes e piscinas naturais, o farol vermelho e branco que a marca, a estranha e linda Lagoa do Abaeté, onde a água preta encontra as dunas brancas, o acarajé e os barcos de pesca, e os poetas e cantores que fizeram de Itapuã um mito brasileiro. Fica a uns vinte quilômetros do centro histórico, é mais local que a Barra e menos polida, e este guia cobre o que ver, como chegar e o argumento honesto por um passeio de um dia em vez de uma base.
Onde fica Itapuã, e como ela se sente
Itapuã fica lá longe pela orla atlântica de Salvador, uns vinte quilômetros a nordeste do Pelourinho, depois do Rio Vermelho, da Pituba e da Boca do Rio, mais ou menos na metade do caminho para o aeroporto. Começou como vila de pescadores e ainda carrega isso nos ossos: jangadas na areia, baianas fritando acarajé nas esquinas, um ritmo mais lento e mais residencial que o das praias turísticas mais próximas. Ao longo do século XX atraiu artistas, poetas e músicos e virou o bairro boêmio de Salvador à beira-mar — um lugar com alma local de verdade, não uma faixa de resort. Para como ela se compara aos outros bairros da cidade, o nosso guia dos bairros de Salvador os põe lado a lado.
O bairro que o país inteiro canta
Nenhuma outra praia de Salvador vive tão fundo na música brasileira. Vinícius de Moraes e Toquinho escreveram "Tarde em Itapuã", uma tarde daqui transformada numa das canções mais amadas da língua, toda sol, violão e um glorioso não fazer nada. E o grande bardo do litoral baiano, Dorival Caymmi, cantou Itapuã e sua lagoa dentro do imaginário nacional — a sua estátua hoje fica perto da orla, olhando a praia que tornou famosa. Conhecer as músicas muda a visita: você não está só numa praia bonita, está de pé dentro de um pedaço da cultura brasileira. O nosso guia de música e vida noturna põe esse cancioneiro em contexto.
A praia
A praia em si é litoral baiano clássico: coqueiros debruçados sobre a areia, um recife mais adiante que acalma a água e abre piscinas naturais claras na maré baixa, e uma fileira de barracas servindo cerveja gelada, peixe frito e aquela vista. É praia de trabalho tanto quanto de lazer — você verá pescadores recolhendo os barcos — e recompensa o ritmo local de um banho cedo, um coco e uma longa tarde debaixo do guarda-sol. Confira a maré antes de ir; as piscinas naturais são o ponto alto e só aparecem na maré baixa. Para o repertório completo das areias da cidade, do Porto da Barra até aqui, veja o nosso guia de praias de Salvador.
O farol
O Farol de Itapuã, o farol listrado de vermelho e branco na ponta, é o marco do bairro e o melhor ponto de orientação. A pracinha ao redor é o coração social da orla, movimentada de vendedores, músicos de rua e famílias no fim da tarde, e é o lugar natural para começar ou terminar uma caminhada pela areia. A estátua de Caymmi fica ali perto, e juntos o farol e o bardo formam o cartão-postal certinho de Itapuã — vale a foto, e é um bom ponto de encontro se você vier acompanhado.
A Lagoa do Abaeté
Logo atrás da praia está uma das visões mais estranhas de Salvador: a Lagoa do Abaeté, uma lagoa de água doce escura, quase preta, cercada por dunas de areia branquíssima. O preto vem do solo orgânico da região, e o contraste com as dunas é impressionante — parece irreal, e também está tecido nas canções de Caymmi. Gerações de lavadeiras um dia lavaram e secaram roupa nessas areias brancas, cena que a música lembra. Hoje é um parque ambiental protegido; vá durante o dia, aprecie a vista da água e das dunas, e trate-a como a parada curta e memorável que é, e não como um lugar para ficar sozinho noite adentro.
Acarajé e vida local
Itapuã é um dos grandes lugares da cidade para comer acarajé — o bolinho de feijão-fradinho frito no dendê e recheado com camarão, vatapá e pimenta — de uma baiana no seu tabuleiro à beira-mar. É comida de rua como patrimônio vivo, e comê-lo aqui, onde o bairro de fato come, ganha de qualquer versão de restaurante. Junte um coco e você tem a tarde perfeita de Itapuã. Para o mundo maior da comida de rua baiana e onde mais encontrá-la, veja o nosso guia de comida de rua de Salvador.
Ficar aqui, ou visitar? A resposta honesta
Itapuã é maravilhosa de visitar e uma decisão mais difícil como base. É longe do núcleo histórico, mais residencial que resort, e ir e voltar da cidade velha come tempo de verdade todo dia. Se a sua viagem é toda praia e você prefere textura local à polidez, pode servir — mas para a maioria dos visitantes Itapuã é um ótimo passeio de um dia, não um lugar para dormir. Achamos que o melhor plano é ficar no centro histórico, com museus, igrejas, música e comida à porta, e tratar praias como Itapuã como excursões fáceis. As nossas quatro suítes ficam lá em cima, na Cidade Alta, a minutos do Pelourinho; pese tudo com o nosso guia de onde ficar, e, se a cidade velha vencer, dê uma olhada nas nossas quatro suítes.
サルバドールを、 写真で
このガイドに登場する街区、レストラン、ビーチの写真、各撮影者のクレジット付き。
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