Morrão, no Parque Nacional da Chapada Diamantina - Bahia crop 2.jpg
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Chapada Diamantina O interior saindo de Salvador

Como visitar a Chapada Diamantina saindo de Salvador: ônibus, voos e carro até Lençóis, as cachoeiras, grutas e trilhas, e quantos dias reservar.

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O essencial em 30 segundos

Uma viagem à Chapada Diamantina saindo de Salvador é a grande fuga para o interior da Bahia — um planalto de montanhas de topo plano, grutas de água azul e uma das cachoeiras mais altas do Brasil. Não é um bate-volta. A cidade-porta de Lençóis fica a cerca de 400 km da costa, aproximadamente seis horas de estrada, então programe ao menos três ou quatro noites fora do litoral. Você chega de ônibus noturno, de um voo curto que opera alguns dias por semana ou de carro, e depois caminha com um guia local até o Morro do Pai Inácio, a Cachoeira da Fumaça e o Vale do Pati. Quando terminar, a Cidade Alta é um pouso tranquilo.

Chapada Diamantina saindo de Salvador: com o que você se compromete

Chegar à Chapada Diamantina saindo de Salvador significa trocar o Atlântico pelo sertão — o interior seco — e um ritmo de longas caminhadas, rios frios e partidas cedo. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado em 1985, protege cerca de 152.000 hectares de chapadões, cânions e cachoeiras no coração da Bahia. A antiga cidade de garimpo de Lençóis é a base habitual e o ponto onde quase toda viagem começa.

O mais importante de entender é que esta é uma jornada de vários dias, com pernoite, e não um passeio de uma tarde. As distâncias dentro do parque são grandes, os melhores lugares estão espalhados por uma região do tamanho de um pequeno país, e a estrada desde a costa é longa. Encare como uma viagem própria dentro das suas férias na Bahia — um bom bloco de dias, não um apêndice.

Como chegar à Chapada Diamantina saindo de Salvador

Há três formas honestas de vencer os cerca de 400 km entre a costa e Lençóis, e a certa depende do seu orçamento e de quanto de um dia você está disposto a abrir mão.

  • De ônibus — a rota clássica. A Real Expresso (e sua irmã Guanabara) opera ônibus da rodoviária de Salvador até a estação de Lençóis, levando cerca de seis a sete horas. Costuma haver algumas partidas por dia, incluindo um serviço noturno que economiza uma diária; as poltronas são semi-leito confortáveis. Reserve com antecedência na alta temporada.
  • De avião — a opção rápida, quando opera. A Azul voa um pequeno turboélice entre Salvador e Lençóis (código LEC, aeroporto Coronel Horácio de Mattos) em pouco mais de uma hora, mas só alguns dias por semana e em horários que mudam conforme a temporada. Confira os dias e as tarifas atuais antes de contar com ele.
  • De carro — liberdade, ao custo de uma viagem longa. São cerca de seis horas pelas rodovias BR-324, BR-116 e BR-242. O carro ajuda a alcançar pontos dispersos, mas muitas das melhores trilhas ainda precisam de guia local, então pese isso contra um pacote guiado.
Bom saber — O ônibus noturno é o ponto ideal para muitos viajantes: você sai de Salvador à noite, dorme na estrada e acorda em Lençóis pronto para começar — sem perder horas de dia na viagem e sem a diária daquela noite.

Os destaques: cachoeiras, grutas e mirantes

A Chapada Diamantina não é um único lugar, mas um punhado deles, e parte do planejamento é decidir quais dá para alcançar nos dias que você tem. Estes são os nomes que vale conhecer:

  • Morro do Pai Inácio — o mirante-símbolo da região, uma montanha de topo plano com uma subida curta e um amplo pôr do sol sobre os chapadões. O grande cartão-postal mais fácil, muitas vezes combinado com grutas próximas.
  • Cachoeira da Fumaça — a "cachoeira de fumaça", um fio de água de cerca de 340 metros que se desfaz em névoa antes de tocar o chão, há muito contada entre as mais altas do Brasil. A vista do alto é uma caminhada de meio dia; a trilha mais dura até a base leva dois dias.
  • Poço Azul e Poço Encantado — duas grutas alagadas de água de um azul impressionante. Em dias de sol nos meses mais secos, um facho de luz entra por uma abertura por volta do meio-dia e ilumina o poço por dentro.
  • Gruta da Lapa Doce — uma enorme caverna seca que se percorre com guia, toda de estalactites e salões catedrais.
  • Mucugezinho e o Poço do Diabo — um cânion de rio com um poço de cachoeira para banho, um meio-dia fácil e popular.
  • Marimbus — uma área alagada às vezes chamada de "Pantanal baiano", explorada com calma de canoa.
  • Ribeirão do Meio — um tobogã natural de pedra para um poço logo na saída de Lençóis, a tarde fácil preferida da cidade.

Vale do Pati: a grande travessia de vários dias

Se você é caminhante, o Vale do Pati é o motivo para vir. Muito citado como uma das melhores travessias do Brasil, ele percorre um vale profundo de pequenas roças e cachoeiras onde famílias locais ainda hospedam caminhantes em suas casas. Não é um passeio de um dia: o circuito clássico leva de três a quatro dias a pé, dormindo em casas simples pelo caminho, com um guia que conhece as trilhas e as famílias. Dê a ele o tempo que merece, ou guarde para uma próxima viagem.

Bom saber — Várias das caminhadas principais — a Cachoeira da Fumaça, o Vale do Pati, as rotas mais longas de cânion — realmente exigem um guia local credenciado, por segurança e porque as trilhas não são sinalizadas. Guias são fáceis de contratar em Lençóis e são a norma por aqui, não a exceção.

Quantos dias você precisa?

A resposta honesta depende de você querer os destaques ou a imersão completa. Um guia aproximado:

  • Três a quatro dias — o mínimo sensato. Suficiente para o Morro do Pai Inácio, uma ou duas grutas, um poço azul e a vista do alto da Cachoeira da Fumaça, em ritmo justo.
  • Cinco a seis dias — confortável. O acima sem pressa, mais as duas grutas alagadas, uma canoa no Marimbus e um dia de folga para o tempo.
  • Uma semana ou mais — para o Vale do Pati. Reserve de três a quatro dias para a travessia em si, e um dia de cada lado para chegar, descansar e voltar.

Quando ir e o que levar

A estação seca, aproximadamente de maio a setembro, é a época mais fácil para caminhar: trilhas firmes, céu limpo e noites mais frescas. As chuvas, mais fortes de novembro a março, enchem as cachoeiras no seu auge, mas podem engrossar os rios e fechar algumas rotas depois de um temporal. As grutas azuis ficam mais luminosas em dias de sol, geralmente de abril a setembro, quando o sol do meio-dia alcança a água — pergunte no local ao reservar, pois a janela varia.

Seja qual for o mês, leve equipamento de caminhada de verdade: tênis ou botas já amaciados, uma capa de chuva leve, roupa de banho e peças de secagem rápida para os poços, proteção solar, repelente e uma garrafa de água reutilizável. As noites na serra são mais frias que o litoral, então leve uma peça quente mesmo no verão. Nosso guia prático de Salvador cobre dinheiro, chip de celular e o resto da logística do dia a dia.

Seja como for o seu plano, a Chapada Diamantina recompensa quem lhe dá dias de verdade, e não uma corrida apressada — bem diferente dos bate-voltas do litoral que se fazem em uma tarde. O bom movimento é emoldurá-la com a cidade: uma ou duas noites na histórica Cidade Alta para chegar e se ajeitar, as montanhas no meio, e um pouso tranquilo de volta às ruas antigas antes de voar para casa. Quando estiver pronto para marcar as datas, reserve a sua estadia e faça das nossas suítes na Cidade Alta a sua base antes e depois do interior.

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