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Guida 08 / 18 · Salvador · 6 min · 1.500 palavras

Salvador é Segura? um guia honesto para turistas

Salvador é segura para turistas? Em geral sim, com bom senso de cidade grande. Guia honesto sobre furtos, bairros, regras à noite, golpes e emergências.

Di Via Avantgarde

O essencial em 30 segundos

Salvador é segura? Para a maioria dos visitantes, sim — a imensa maioria das viagens transcorre sem incidentes, e a violência grave sobre a qual você talvez tenha lido está concentrada em bairros periféricos que os turistas nunca veem. O risco real, do dia a dia, é o furto de oportunidade: um celular levado da mesa de um café, uma bolsa surrupiada no meio da multidão. Trate Salvador como qualquer cidade grande — mantenha os objetos de valor discretos, use Uber ou 99 em vez de táxi de rua, ande por ruas movimentadas depois do anoitecer — e vai ficar bem. Ficar hospedado na movimentada Cidade Alta, perto do Elevador Lacerda e do Pelourinho, mantém você onde estão o fluxo de pessoas e a polícia turística.

Salvador é segura para turistas? A resposta honesta

Salvador é segura? A resposta honesta é sim — com as precauções normais que você tomaria em qualquer cidade grande, e algumas específicas do Brasil. Salvador é uma cidade de cerca de 2,4 milhões de habitantes, o coração cultural da Bahia e um dos grandes destinos do Brasil, e centenas de milhares de estrangeiros a visitam todos os anos sem problema. É também uma cidade real, com desigualdade real e crime patrimonial real, e fingir o contrário não ajudaria você. Este guia não está aqui para assustar nem para vender uma fantasia: ele diz onde estão os riscos de verdade, para que você possa relaxar quanto ao resto.

Dois pontos de referência nacionais valem uma olhada antes de embarcar. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido mantém uma página objetiva e atualizada sobre segurança no Brasil, e o Departamento de Estado dos EUA classifica o Brasil no Nível 2, aumente a cautela — o mesmo patamar de muitos destinos populares. Nenhum dos dois desaconselha visitar Salvador.

O risco real: furto de oportunidade, não crime violento

Aqui está a distinção que importa. Os números de criminalidade que aparecem nas manchetes de Salvador são impulsionados, na esmagadora maioria, por conflitos em distritos periféricos de baixa renda — lugares sem nenhum motivo para um turista ir, longe de qualquer atração. Nas áreas onde os visitantes realmente passam o tempo, aquilo de que você precisa se proteger é o furto de oportunidade: batedores de carteira, celulares arrancados da mão e, de vez em quando, a bolsa levada. Raramente é violento e quase sempre é evitável.

Os ladrões procuram alvos fáceis — um celular deixado com a tela para cima na mesa do restaurante, uma câmera cara balançando no pescoço, uma carteira no bolso de trás, alguém parado olhando fixamente para um mapa. Não dê nada fácil e você sai do radar. A maioria das pessoas que atravessa uma viagem a Salvador sem nenhum susto não teve sorte; apenas não se destacou.

Um panorama dos bairros para o visitante

As zonas turísticas de Salvador ficam na península alta e ao longo da costa, e cada uma tem seu próprio ritmo.

  • Pelourinho e Cidade Alta — o núcleo histórico, animado e bem patrulhado de dia. A Polícia Militar da Bahia mantém aqui uma operação turística dedicada: você vai ver a Ronda, policiais a pé e de moto, além de um posto de polícia turística. O dia e o começo da noite são tranquilos. As praças esvaziam tarde da noite, e quando a multidão vai embora, você também deve ir — fique em ruas movimentadas ou pegue um carro.
  • Barra — um bairro movimentado, residencial e turístico, com calçadão à beira-mar, o farol e restaurantes ao ar livre; confortável para caminhar até bem entrada a noite.
  • Rio Vermelho — o bairro boêmio da vida noturna, tranquilo dentro do seu conjunto de bares e largos; volte de carro em vez de caminhar até em casa tarde.
  • Ondina e Graça — áreas costeiras e residenciais mais calmas, ao lado da Barra, fáceis e discretas de dia.

O que evitar: não entre em bairros periféricos ou de baixa renda que você não conhece, e evite ruas vazias à noite em qualquer lugar. Se quiser conhecer uma favela, vá apenas com um guia local sério e estabelecido — nunca sozinho e nunca a convite casual. Como o Wikivoyage coloca sem rodeios, se não há outros visitantes por perto, provavelmente não é um lugar onde você deveria estar.

Bom saber — a Cidade Alta e o Pelourinho têm presença visível de polícia turística durante o dia e nas noites com programação cultural, mas a cobertura diminui nas noites de menor movimento. Presença não é escudo, então mantenha seus hábitos normais mesmo onde vir policiais.

Salvador é segura à noite? Hábitos de dia e de noite

Salvador é segura à noite? Pode ser, nos lugares certos e com os hábitos certos — mas a noite é a hora de ser mais criterioso. A mentalidade mais útil é andar com propósito: parecer que você sabe para onde vai, mesmo quando não sabe. Fora isso, uma lista curta cobre o assunto.

  • Seja discreto. Sem joias à mostra, sem câmera balançando, sem celular em cima da mesa. Leve uma bolsa simples de passeio, não uma de grife.
  • Leve pouco. Pegue o dinheiro que precisa para o dia e um cartão; deixe o passaporte, os cartões extras e qualquer coisa que odiaria perder no cofre da suíte.
  • Use o celular por pouco tempo. Consulte o mapa na porta de uma loja ou café, não parado numa esquina. Um aparelho mais antigo funciona bem como celular de rua.
  • Prefira Uber ou 99 a táxis de rua. Os dois aplicativos funcionam bem em toda Salvador, o preço é fixo e rastreado, e você evita o risco do táxi não licenciado que o próprio FCDO aponta. Depois de escurecer, pegue um carro em vez de caminhar, especialmente sozinho.
  • Não ande sozinho tarde por ruas vazias ou desconhecidas — a corrida curta sempre vale a pena.

Praias e a multidão do Carnaval

As praias de Salvador e o Carnaval de rua são dois dos melhores motivos para vir, e dois dos lugares mais fáceis para perder um celular. Ambos são território de batedor de carteira justamente porque todo mundo está relaxado, espremido e distraído. A regra é simples: leve o mínimo possível. Na praia, leve um pouco de dinheiro, protetor solar e, se for o caso, um celular de praia, e nunca deixe seus pertences sem vigilância enquanto nada. No Carnaval e em outras grandes aglomerações, use uma pochete cruzada sob o braço, deixe todos os objetos de valor em casa e combine um ponto de encontro com seu grupo caso os celulares descarreguem ou vocês se separem.

Golpes comuns e o que fazer se for assaltado

Os golpes aqui são do tipo comum de cidade grande. Fique atento à clonagem de cartão em caixas eletrônicos (use máquinas dentro de bancos ou shoppings e cubra o teclado), ao estranho simpático que chega perto demais na multidão, às jogadas de distração em que uma pessoa pergunta as horas enquanto outra mexe na sua bolsa, e aos preços inflacionados para turista — combine o valor antes de uma corrida de táxi, de um passeio informal ou de uma compra na feira.

E a regra que mais importa: se você algum dia for assaltado, não reaja. Entregue o celular, a bolsa, o dinheiro. Nada disso vale a sua segurança, tudo ali é substituível, e o confronto é o momento em que um furto pode virar algo pior. Entregue, afaste-se e faça o registro depois.

Bom saber — guarde uma foto do seu passaporte no celular e no e-mail, e anote os números para cancelamento dos cartões antes de viajar. Se o pior acontecer, você se recupera muito mais rápido.

Viajantes sozinhos, mulheres e visitantes LGBTQ+

Salvador é uma parada comum e gratificante para quem viaja sozinho, inclusive mulheres sozinhas, e vale o mesmo roteiro: discrição, carro depois do anoitecer, ruas movimentadas e disposição para sair de qualquer situação que pareça estranha. Os baianos costumam ser acolhedores e prontos a ajudar. Como em qualquer lugar, tenha um pouco mais de cautela com aplicativos de relacionamento e ao deixar que estranhos saibam que você viaja sozinho.

Salvador é também, para os padrões brasileiros, comparativamente acolhedora com visitantes LGBTQ+ — tem uma Parada do Orgulho de longa data e uma cena gay consolidada, e casais do mesmo sexo são cena normal nas áreas turísticas. O conselho sensato é o mesmo que você usaria em qualquer cidade desconhecida: leia o ambiente e mantenha a discrição geral que faz sentido em contextos menos turísticos ou de madrugada.

Telefones de emergência em Salvador

Salve estes antes de ir. Funcionam de qualquer telefone, e você não precisa de crédito para discar.

  • 190 — Polícia Militar, o número para crime em andamento
  • 192 — SAMU, ambulância e emergências médicas
  • 193 — Corpo de Bombeiros, que também faz resgate

Salvador tem ainda um serviço de polícia turística no Pelourinho que atende ocorrências envolvendo visitantes estrangeiros, com policiais acostumados a lidar com a barreira do idioma. Seu anfitrião pode indicar o posto atual e ajudá-lo a registrar a ocorrência, se um dia precisar.

Nada disso deve desanimar você. Salvador recompensa o viajante que chega com um pouco de malícia de rua e depois trata de aproveitar uma das cidades mais extraordinárias das Américas. A medida de segurança mais confiável de todas é simplesmente onde você dorme: uma base na movimentada Cidade Alta, a poucos passos do Elevador Lacerda e do Pelourinho, mantém você dentro do fluxo de pessoas e do núcleo patrulhado do centro histórico, e não numa borda vazia. É exatamente onde ficam as suítes da Via Avantgarde, e, uma vez instalado, boa parte deste guia simplesmente vira segunda natureza. Quando estiver pronto, reserve suas datas e leia em seguida o guia prático e o guia dos bairros.

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