Morro de São Paulo — Via Avantgarde Suites, Salvador, Bahia
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Morro de São Paulo day-trip à ilha de Tinharé

Um dia inteiro na ilha de Morro de São Paulo — catamarã saindo do Terminal Marítimo, praias de areia fina e o pôr do sol na Segunda Praia.

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内容について

その 体験

Duas horas de travessia pelas águas da Baía de Todos os Santos até a ilha de Tinharé. Tempo livre na Segunda e Terceira Praia, almoço com peixe fresco e água de coco, volta no fim da tarde. Reservamos o catamarã, organizamos o transfer e recomendamos onde parar para mergulhar.

  1. Ida e volta de catamarã
  2. Transfer até o Terminal Marítimo
  3. Recomendações de restaurantes e praias
  4. Guia local a combinar (opcional)
Morro de São Paulo — Via Avantgarde Suites, Salvador, Bahia
舞台

ひと夜の
ための 舞台

すべての体験は、スイートと同じ作家性の丁寧さで組み立てられています — 花、灯り、そしてひと夜を忘れられないものにする細部。

完全ガイド

Morro de São Paulo, passo a passo

O essencial em 30 segundos

Morro de São Paulo é uma vila de pescadores na ponta norte da Ilha de Tinharé, a cerca de 60 km a sudoeste de Salvador. Não há carros — só carrinhos de mão e os próprios pés. A travessia mais rápida é de catamarã (2h, partindo do Terminal Marítimo de Salvador) ou de avião (25 minutos, num Cessna Grand Caravan a partir do Aeroporto Executivo da Bahia). Há uma Taxa de Preservação Ambiental de R$ 70 que todo visitante paga, e nós recomendamos reservar tudo com pelo menos dez dias de antecedência — especialmente em alta temporada e fins de semana prolongados.

Onde fica, e por que vale o caminho

Morro de São Paulo ocupa a ponta norte da Ilha de Tinharé, no Baixo Sul da Bahia. Vista de cima — do Mirante, do Farol ou de um helicóptero — a vila é uma faixa estreita de terra entre o Atlântico e a Baía de Todos os Santos, com cinco praias enfileiradas como pérolas e um casario colonial encaixado na encosta. As ruas são de paralelepípedo, areia e ladeira. Não circulam carros particulares: tudo se faz a pé, e a bagagem é levada em carrinhos de mão conduzidos por carregadores que esperam na chegada do barco.

Salvador está a duas horas de catamarã e a 25 minutos de voo. A diferença não é só de tempo — é de tempo. Em Morro, o relógio passa a marcar maré, sol e pôr do sol. Para muitos hóspedes da Via Avantgarde, é o complemento ideal a uma estadia no Pelourinho: três ou quatro noites na cidade, dois ou três dias na ilha, e o roteiro fecha sem repetir cenário. A travessia também é parte da experiência — sair pela Baía de Todos os Santos, ver Salvador encolher na linha do horizonte, cruzar o canal de Itaparica.

A ilha entra na história do Brasil em 1535, com a fundação da Fortaleza Tapirandu, hoje em ruínas restauradas próximas ao Mirante. Em 1630 vieram mais três fortalezas, formando o sistema defensivo do Forte do Morro que protegia a entrada de Cachoeira e Maragogipe — cidades-fonte do Recôncavo açucareiro. O nome "Morro de São Paulo" é uma corruptela de Morro do São Paulo, em referência ao primeiro forte. Hoje a Vila tem cerca de 1.200 moradores fixos; em fevereiro, com carnaval e réveillon, a população beira 15 mil. O contraste é sentido: junho é silêncio, fevereiro é orgia de música e maré-cheia.

Tinharé é parte do APA Caboclo (Área de Proteção Ambiental Caboclo, criada em 1992) — o que explica a Taxa de Preservação Ambiental e o controle de construções. A vegetação é mata atlântica em recuperação e restinga; a fauna inclui mico-leão-de-cara-dourada (raro), tartarugas marinhas que desovam de novembro a fevereiro nas praias 4 e 5, e baleias-jubarte que passam pelo canal entre julho e outubro — ocasionalmente avistadas dos catamarãs.

Como chegar

Há quatro caminhos consagrados de Salvador a Morro de São Paulo. Cada um tem dia e perfil de viajante. Listamos do mais barato e tradicional ao mais cinematográfico.

1. Catamarã — o caminho clássico

O catamarã sai do Terminal Marítimo de Passageiros, na Avenida da França, ao lado do Mercado Modelo. São cerca de duas horas de travessia, com saídas regulares pela manhã e início da tarde — geralmente às 08h30, 09h00, 10h30, 13h00 e 14h00, conforme operadora e estação. A passagem custa em torno de R$ 165 a R$ 220 por pessoa, por trecho, dependendo da empresa e da época.

Operadoras com décadas no trecho e reserva online:

Em dias de mar tranquilo, é uma travessia confortável: o catamarã tem cabine climatizada, área aberta no convés superior, banheiros e venda de bebidas. Em dias de vento sul ou virada de tempo, o trecho aberto entre Itaparica e Tinharé costuma balançar — quem é sensível ao mar deve tomar dramin uma hora antes do embarque, escolher poltronas no centro do barco e olhar para o horizonte. Bagagem é despachada num porão na entrada e devolvida no atracadouro de Morro.

Chegar 40 minutos antes do horário do barco é prudente: o terminal é um prédio do final dos anos 70, sem fila preferencial, e a triagem de bagagem não é rápida. O motorista da Via deixa você na porta do terminal — basta avisar.

O percurso, em si, é uma viagem dentro da viagem. Os primeiros vinte minutos são saindo da Baía de Todos os Santos com Salvador às costas — primeiro o Forte de São Marcelo no centro da baía, depois a curva do Farol da Barra à direita. À esquerda fica a Ilha de Itaparica, a maior ilha marítima do Brasil. Após a passagem pelo canal entre Itaparica e a costa, abre-se o Atlântico aberto: por uns 50 minutos o catamarã navega em mar aberto, com o continente à esquerda e nada à direita. É o trecho mais balançado, e é onde, em julho-outubro, as baleias-jubarte às vezes aparecem soprando ao longe. Depois entra-se no canal entre Tinharé e Cairu, em águas mais calmas, e a vila aparece pela direita, com o casario branco e o farol em cima do morro de onde vem o nome.

Dica de mareologia: as travessias mais tranquilas são pela manhã (saídas de 08h30 e 09h00), quando o vento ainda não levantou. À tarde, a partir das 13h, o alísio entra com mais força e o trecho aberto fica mais agitado.

2. Lancha rápida — para quem tem pressa

A versão acelerada do catamarã. Mesmas saídas matinais, mas em uma lancha menor e mais veloz. A travessia cai para cerca de 1h15 a 1h30, e o preço sobe para a faixa de R$ 240 a R$ 300 por trecho. Para quem vai e volta no mesmo dia ou tem voo de retorno apertado em Salvador, faz diferença.

A lancha rápida é também uma opção interessante para o retorno: depois de dois ou três dias na ilha, voltar em uma hora e quinze pode ser melhor do que duas horas de catamarã, principalmente se o mar virar.

3. Semi-marítimo — o caminho dos locais

Travessia em três etapas: ferry-boat de Salvador (Terminal de São Joaquim) até Bom Despacho, na Ilha de Itaparica (cerca de 50 minutos); van ou ônibus por estrada de terra firme até o porto de Valença (cerca de 1h45); e finalmente uma lancha curta pelo Rio Una até Morro (35 a 50 minutos). É o caminho mais barato — em torno de R$ 120 a R$ 160 — e o mais usado por baianos. O total dá quase quatro horas, com troca de meios de transporte e bagagem nas mãos. Não é nosso favorito para hóspedes em férias curtas, mas é confiável quando o mar está fechado e o catamarã não opera.

4. Avião — 25 minutos a 800 metros de altura

O caminho cinematográfico. Decola-se do Aeroporto Executivo da Bahia (CAB), na Pituba, a 15 minutos da nossa suíte no Pelourinho, e pousa-se direto na pista de Morro de São Paulo (código IATA: IOS — também conhecida como Tinharé). São aproximadamente 25 minutos de voo, em um Cessna 208 Grand Caravan — o monomotor turboélice que se tornou o cavalo de batalha das aviações de pequenas ilhas no mundo todo. Ele leva até nove passageiros, voa baixo o suficiente para você acompanhar a Baía de Todos os Santos abaixo, e pousa em pistas curtas de asfalto cercadas de mata atlântica.

Cessna 208 Grand Caravan estacionado em pista tropical, com mata densa ao fundo — o tipo de aeronave usada nos voos curtos de Salvador a Morro de São Paulo
O Cessna 208 Grand Caravan: monomotor turboélice de nove lugares, projetado para pistas curtas em destinos tropicais. Foto ilustrativa: aeronave do mesmo modelo no aeródromo de Tortuguero, Costa Rica · foto: Modeststudent / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

O preço varia bastante conforme operadora, alta/baixa temporada e ocupação do voo, mas a faixa típica é R$ 700 a R$ 1.200 por pessoa, por trecho, em voo regular compartilhado. Em voo fretado privativo (a aeronave inteira para até nove passageiros), conta-se em torno de R$ 7.500 a R$ 10.000 por trecho — competitivo se vocês são em grupo.

Operadoras consagradas que voam o trecho Salvador (CAB) ↔ Morro de São Paulo (IOS) com Cessna Grand Caravan:

Quando vale o avião? Em três cenários: você tem só dois dias inteiros na ilha e não quer perder oito horas de travessia ida-e-volta; o mar está agitado e o catamarã virou desconforto; você está viajando com crianças pequenas, idosos, ou alguém que detesta navegar. Também vale como experiência em si — a aproximação para pouso passa baixo sobre a Segunda Praia, com vista da vila inteira.

Como é o voo, na prática: apresentação no Aeroporto Executivo da Bahia uma hora antes da decolagem (o terminal é pequeno, despacho rápido). Limite de bagagem é tipicamente 10 kg por passageiro em mala despachada e 5 kg de mão — generoso para uma estadia de poucos dias na ilha, apertado para malas grandes. Decolagem em pista única, sobrevoo da Cidade Alta com o Pelourinho, do Farol da Barra e do Mercado Modelo nos primeiros minutos, depois a Baía de Todos os Santos abrindo abaixo, Itaparica passando à direita, e finalmente o arquipélago de Tinharé/Boipeba como uma sequência verde sobre azul. O Cessna voa entre 800 e 1.500 metros, devagar o suficiente para reconhecer praias e barcos abaixo. O pouso em Morro é em pista de 1.000 metros de asfalto rodeada de mata; do aeroporto à vila são cinco minutos de carrinho de mão ou de buggy contratado.

Se você quer voar mas sobre Salvador antes de seguir para a ilha, a Via também organiza um voo panorâmico de helicóptero de dez minutos pela Baía de Todos os Santos, decolando da Bahia Marina. É outra experiência, mais curta e sem destino — mas para alguns hóspedes é o complemento certo antes da travessia.

Algumas perguntas frequentes sobre o avião: o voo é seguro mesmo em monomotor? — Sim. O Cessna 208 Grand Caravan é uma das aeronaves com melhor histórico de segurança no segmento utilitário; é certificado pela ANAC, voa em condições de instrumento, e os operadores que listamos têm equipes de manutenção certificadas. Posso voar com criança? — Sim, a partir de dois anos paga assento; bebês de colo viajam grátis com restrição de um por adulto. E em dia de chuva? — A pista de Morro é asfaltada e drenada, mas em condições muito fechadas o voo pode ser remanejado para o catamarã com reembolso da diferença. Os operadores avisam com 6 a 12 horas de antecedência.

A Taxa de Preservação Ambiental — R$ 70 por pessoa

Toda pessoa que desembarca em Morro de São Paulo paga a Taxa de Preservação Ambiental, conhecida localmente como TPA. O valor atual é de R$ 70 por pessoa, válido por toda a estadia (não é diária). O dinheiro vai para a manutenção da Ilha de Tinharé — coleta de lixo, limpeza das praias, infraestrutura de banheiros e sinalização do APA Caboclo, a Área de Proteção Ambiental que cobre a ilha desde 1992.

Há duas formas de pagar:

  • Online, antes da viagem, no portal oficial tpa.morrosp.com.br. Você emite o QR code, salva no celular e mostra na chegada. É o caminho mais rápido e o que recomendamos a todos os nossos hóspedes.
  • No desembarque, no posto da TPA junto ao cais ou ao aeroporto. Aceita pix, cartão e dinheiro. Em alta temporada, a fila pode passar de uma hora — razão a mais para pagar online.

Crianças até cinco anos e moradores da ilha estão isentos. Maiores de 60 anos têm desconto de 50%. A taxa é cobrada uma única vez por pessoa, por estadia, e o comprovante deve ser guardado durante toda a permanência — fiscais circulam na vila e nas praias.

Por que reservar com dez dias de antecedência

Morro de São Paulo é pequeno, e os caminhos de chegada são finitos. Em alta temporada (dezembro a fevereiro, julho, e fins de semana prolongados de carnaval, páscoa, corpus christi e 7 de setembro), a oferta de assentos em catamarã, lancha rápida e voo pode esgotar três a quatro semanas antes. Dez dias é o nosso piso de segurança — abaixo disso, dependemos de cancelamentos e pagamos preço cheio em qualquer assento que aparece.

O mesmo vale para a hospedagem na ilha, se você quiser estender a estadia: as melhores pousadas no Vila, na Segunda Praia e em Garapuá trabalham com taxa de ocupação acima de 90% nos meses cheios. A Via Avantgarde tem parceria com pousadas selecionadas e consegue acomodar até dois quartos de cortesia, mas só com aviso prévio.

Reservar cedo também abre o leque para compor a viagem com calma: o avião na ida e o catamarã na volta, ou o contrário. Alguns dos nossos hóspedes preferem chegar de avião, no calor da manhã, e voltar de catamarã, com o pôr do sol cruzando a baía. A logística pede antecedência.

As cinco praias

A vila de Morro tem cinco praias numeradas, dispostas de norte a sul como uma escala. Cada uma tem perfil próprio.

Primeira Praia

A primeira faixa de areia logo abaixo do Farol e do Mirante. É curta, com mar mais agitado e algumas pedras submersas — boa para uma caminhada matinal, para o pôr do sol e para acessar a Tirolesa que cruza a praia partindo do alto da fortaleza. Não é a praia onde você vai passar o dia.

Segunda Praia

O coração festivo de Morro. Areia branca larga, piscinas naturais formadas pelo recife na maré baixa, barracas de praia que servem petiscos e drinks, e o agito que define a fama da ilha. Música ambiente, vôlei, kitesurf, gente bonita. É a praia onde a juventude brasileira passa o dia, e onde a noite começa com a luaria — bares na areia que viram festa quando o sol cai.

Terceira Praia

O meio-termo: ainda movimentada, mas com pousadas charmosas e um perfil mais sofisticado. As águas são calmas, com piscinas naturais um pouco mais retiradas. É de onde saem as escunas para a volta à ilha e os passeios para Garapuá. Boa para famílias e para quem quer estar perto da Segunda Praia sem dormir no agito.

Quarta Praia

Aqui o adjetivo é tranquila. Faixa de areia ampla, mar de piscina, palmeiras, e um número decrescente de pessoas a cada quilômetro. Algumas das pousadas-pé-na-areia mais elegantes da ilha estão nessa praia. Se você procura o oposto da Segunda — silêncio, livro, hammock entre coqueiros — é aqui que se chega.

Quinta Praia (Praia do Encanto)

Quase deserta, separada das outras quatro por uma língua de areia que se atravessa a pé na maré baixa. Ondas mais fortes, mar mais aberto, e uma sensação de fim de mundo que muitos hóspedes vêm buscar exatamente. Para chegar, é caminhada ou buggy contratado na Vila.

O que fazer além de praia

Morro tem fama de festa, mas a ilha tem mais do que a Segunda Praia.

  • Mirante e Farol — caminhada curta a partir da Vila, com a vista que define a ilha. Ir antes do pôr do sol e ficar para o anoitecer é o clássico.
  • Toca do Morcego — bar com a melhor vista do pôr do sol, instalado na falésia oeste. Subir 20 minutos antes, pedir uma caipirinha e esperar.
  • Garapuá — vila pesqueira a uma hora de barco, com piscinas naturais, peixe fresco em restaurante de pé na areia e quase nenhum movimento. Day trip perfeito.
  • Mergulho e snorkel — operadoras locais oferecem saídas para piscinas naturais e parcéis. A visibilidade média é de 8 a 12 metros nas marés de quarto-minguante.
  • Tirolesa — desce do alto do Farol direto à Primeira Praia. Curta, mas a foto é boa.
  • Ilha de Boipeba — a vizinha menos conhecida, ainda mais tranquila. Um dia inteiro de barco, com almoço em Moreré, é uma das experiências mais lembradas pelos hóspedes.

Onde comer e beber

A cozinha de Morro é, em essência, a cozinha do Recôncavo Baiano levada para a beira-mar — dendê, leite de coco, pimenta-de-cheiro, peixe pescado naquela manhã, camarão fresco, mandioca em todas as formas possíveis. A ilha não tem alta gastronomia no sentido técnico; tem comida verdadeira em casas de família que viraram restaurantes ao longo de três gerações. O bom é generalizado; o memorável aparece em meia dúzia de endereços.

Para moqueca, a referência clássica é o Sabor da Terra, na rua principal da Vila — moqueca de peixe e de camarão servidas em panela de barro, com arroz, farofa de dendê e pirão de leite. Casa de família, três pratos no cardápio, raramente decepciona. Para peixe grelhado de mar fresco, prefira O Casarão, num sobrado colonial restaurado: o robalo grelhado com molho de maracujá vira foto fixa do Instagram dos hóspedes. Pasta House é a opção italiana surpreendente — chef que se mudou para Morro há quinze anos e faz massa fresca todos os dias; o spaghetti com camarão local é um dos pratos mais pedidos da Vila.

Na Segunda Praia, almoço pé-na-areia tem várias opções. Bianca é a barraca de referência — drinks bem-feitos, peixe grelhado, ceviche, e a melhor playlist do meio-dia. Caita Bar é mais casual, com porções para dividir e cervejas geladas. Em ambos, reservar mesa para fins de semana de alta temporada é prudente — a partir de 13h00 a fila é real.

Para café da manhã fora da pousada, vá ao Café das Flores, na entrada da Vila — pão fresco, queijo coalho na chapa, manteiga de garrafa, frutas regionais, açaí espesso, e o melhor café espresso da ilha. Para doces e cocadas, as senhoras da rua principal vendem cocadas em três variedades (branca, queimada, com banana) e quindins que valem o desvio. Pasteis de feira na Praça da Matriz aos fins de semana — recheio de camarão com catupiry — são o petisco antes de pôr-do-sol.

E uma menção honrosa: Casa do Sapateiro, em Garapuá (a uma hora de barco), serve um peixe na folha de bananeira que muitos hóspedes lembram como o melhor prato de toda a viagem. Vale o day-trip só pelo almoço.

Pôr do sol — onde e a que horas

Salvador e Morro têm pôr do sol entre 17h15 e 18h00 dependendo da estação. Os três postos clássicos são, em ordem de chegada antecipada recomendada:

  • Toca do Morcego — 30 a 40 minutos antes; é o lugar mais disputado.
  • Farol — caminhada curta a partir da Vila; chegar com 20 minutos.
  • Praia do Pôr do Sol (Gamboa) — vila vizinha, acessível a pé na maré baixa, mais tranquila.

Dinheiro, internet e celular na ilha

Morro tem caixa eletrônico (Banco do Brasil e Bradesco na Vila), mas a fila pode ser longa em alta temporada e o caixa fica sem dinheiro nos fins de semana. Leve em torno de R$ 500 a R$ 800 em espécie por dia de estadia — é mais que suficiente para barracas de praia, almoço em restaurante e gorjetas. Pix funciona na maioria dos estabelecimentos da Vila e em todas as pousadas; cartão de crédito é aceito em hotéis e restaurantes maiores, mas não em barracas, carrinhos de mão e tirolesa. Vivo, Claro e TIM têm cobertura na Vila e nas praias 1, 2 e 3; nas praias 4 e 5, o sinal cai. Wifi gratuito existe em quase toda pousada e em vários restaurantes — é confiável para mensagem e e-mail, mas não para vídeo-chamada de trabalho.

Saúde, segurança e o básico de bem-estar

A ilha tem um posto de saúde 24 horas na Vila, com médico de plantão e atendimento básico — corte, queimadura solar, dor de barriga, picada. Em caso de emergência maior, o paciente é transferido para Valença ou Salvador por barco-ambulância ou voo. Recomendamos seguro-viagem para todos os hóspedes que estendem para a ilha; muitos planos brasileiros incluem cobertura nacional automática, mas vale checar antes de embarcar.

Sobre segurança — Morro é, dentro da escala brasileira, uma das ilhas mais tranquilas do Nordeste. A relação dos moradores com os turistas é antiga e a economia depende do bom comportamento de ambos os lados. Furtos pontuais existem, sobretudo na praia 2 em festas de carnaval; nada que o cuidado normal de qualquer destino litorâneo não resolva: não largue celular sobre canga, prefira mochila com fecho, deixe documentos e cartão extra no cofre da pousada. À noite, a Vila é caminhável e movimentada até depois da meia-noite; só evite ruelas escuras de cabeceira da Primeira Praia depois de 1h da manhã.

Mosquitos: a Bahia tem dengue endêmica em ciclos. Use repelente diariamente — não só ao anoitecer — e cheque alertas da prefeitura na semana da viagem. O Aedes pica de dia. Não há malária. A água de torneira é tratada mas tem gosto pesado; prefira engarrafada para beber. Frutas, peixes e frutos do mar de restaurantes consagrados são seguros — o cuidado clássico vale para barracas de praia menos movimentadas, onde o estoque pode ficar parado.

Marés e mergulho — quando ver o melhor

Morro vive em função das marés. As piscinas naturais que tornam a ilha famosa só se formam na maré baixa — duas vezes por dia, com janela de cerca de duas horas em torno da maré mais baixa. Em maré seca de quarto-minguante (lua decrescente), as piscinas são maiores, mais profundas e com visibilidade superior; em maré morta de lua nova ou cheia, são modestas. Antes de embarcar, recomendamos consultar a tábua de marés do Porto de Salvador (a mais próxima publicada pela Marinha): em marinha.mil.br/chm/tabuas-de-mare, escolha "Salvador" e ajuste mentalmente em +25 minutos para Morro.

Para mergulho de cilindro, há duas operadoras estabelecidas na Vila — Companhia do Mergulho e Sabor da Terra Diving — que saem para os parcéis ao norte de Tinharé com saídas matinais. Visibilidade média de 8-12 metros nos meses de menor chuva (setembro a janeiro); fauna de pargo, garoupa, raia, polvo, e ocasionalmente tubarão-lixa em águas mais profundas. Snorkel é mais democrático: os mesmos parcéis são acessíveis em escuna ou lancha contratada por meio dia.

O que levar e quando ir

Roupa leve, sapato confortável para ladeiras, chinelo de praia, repelente, protetor solar mineral (recomendado pela administração da APA), uma muda extra para travessias com balanço, e uma mochila pequena para o dia. Bagagem grande não combina com Morro: as ladeiras e o trajeto em carrinho de mão fazem mala dura virar dor nas costas. Recomendamos uma mala média e uma mochila — o resto fica guardado na suíte em Salvador.

A melhor janela para ir é setembro a início de dezembro e final de fevereiro a maio — fora dos picos de chuva (junho a início de agosto) e fora da multidão de réveillon e carnaval. O clima de inverno baiano é uma média de 24°C com chuvas curtas e mar mais agitado; de verão, 30°C, sol firme e mar de piscina nas praias 2, 3 e 4.

Como a Via Avantgarde organiza tudo isso

O day-trip oferecido pela Via é uma travessia de catamarã de duas horas, ida-e-volta no mesmo dia, com tempo livre na Segunda e Terceira Praia, almoço com peixe fresco e água de coco, e retorno no fim da tarde. Está dentro do nosso preço de experiência: reservamos o catamarã, organizamos o transfer da suíte ao Terminal Marítimo, recomendamos os melhores spots para mergulho na ilha, e cuidamos da TPA antes da chegada.

Para quem quer estender — duas, três, quatro noites na ilha — a Via também organiza a logística completa: travessia escolhida (catamarã, lancha rápida, avião ou helicóptero), transfer porta-a-porta dos dois lados, reserva de pousada parceira na praia que melhor encaixa no seu perfil, e roteiro diário de praias, mergulhos e Garapuá. Uma viagem dentro da viagem.

O caminho de volta a Salvador passa pela mesma Baía de Todos os Santos, agora com um destino diferente: a suíte preparada para a chegada, espumante gelado se for o último dia, ou uma noite no Pelourinho antes do voo. É essa a costura que a Via faz — Morro entra, Salvador sai, e o Brasil que fica de lembrança é o do roteiro inteiro, não de um cartão postal só.

知っておきたいこと

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Sujeito às condições do mar. Em dias de mar agitado, reagendamos sem custo.

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